CORINTIANOS PRESOS NO RJ CONTAM EM CARTA MEDO DE GUERRA ENTRE FACÇÕES

Corintianos presos no Rio de Janeiro há mais de 80 dias sem julgamento enviaram uma carta a colegas da torcida organizada da qual fazem parte relatando medo da guerra entre facções criminosas que dominam o Complexo Penitenciário de Bangu, onde estão presos. Eles pedem ajuda para conseguir transferência de presídio.

Eles estão presos preventivamente desde uma briga nas arquibancadas do Maracanã em partida do time paulista contra o Flamengo, em 23 de outubro do ano passado. Na ocasião, a PM carioca mandou as mulheres e crianças saírem, após o jogo, e manteve detidos na arquibancada 3.000 corintianos para identificação. Ao todo, 31 deles foram presos. No grupo, estão alguns que comprovadamente não estavam na confusão. Câmeras de segurança mostram eles em outros pontos da arquibancada na hora da briga ou mesmo fora do estádio, mas seguem presos.

No dia seguinte, a Justiça transformou a prisão em flagrante dos torcedores em preventiva. Na decisão da juíza Marcela Caram, constavam imagens de TV de apenas quatro dos 31 presos. Os outros foram reconhecidos por quatro policiais. Desde então, dois deles haviam conseguido habeas corpus e um menor foi solto pela Vara da Infância e da Juventude, ao constatar que ele não participou da briga. Em meados de dezembro, mais um corintiano foi solto.

Veja a carta enviada pelos corintianos na íntegra:

Rio de Janeiro 10 de janeiro de 2017

Salve XXX venho por meio desta carta passar o que realmente estamos vivendo dentro desse inferno chamado Bangu 10. Irmão a fita é o seguinte, não sei se você ouviu falar sobre a transferência de 600 presos do A.D.A. pra cá o que acontece é o seguinte, depois que os caras tomou a cadeia estamos vivendo no nosso limite, sem direito a água, pão e rango. Parça a cadeia tá tensa mais dia menos dia a cadeia vai virar e nóis estamos aki no meio do fogo cruzado no meio de 2 facções correndo risco de vida. Por isso estamos te passando essa visão pra que você corra aí fora por nois como nois daria nossa vida pela torcida. Queremos que você faça essas ideia espandir caia no ouvido de quem for possível pra que tire ou transfira nois daki o mais rápido possível. Irmão comova todos, parceiro nosso e lute por nois! Esse é nosso pedido de coração. Forte abraço! Contamos com vocês! Como sempre lutamos pela torcida hoje estamos precisando que a torcida lutem por nois… Obrigado XXX fé em Deus…

FONTE:UOL

TRABALHADORES MORRERAM POR ASFIXIA EM POÇO NA PARAÍBA

Asfixia foi a causa da morte de quatro pessoas durante a limpeza de um poço em Barra de São Miguel, no Cariri paraibano, na quinta-feira (12). O resultado do exame cadavérico das duas últimas vítimas foi anunciado pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande, na tarde desta sexta-feira (13). Pela manhã, o órgão já tinha confirmado o motivo da morte de outras duas.

Apesar do motivo da morte ter sido asfixia, o laudo ainda não indica se a asfixia ocorreu por falta de oxigênio no poço ou se foi provocada por inalação de gases tóxicos, conforme a hipótese inicial do Corpo de Bombeiros. O corpos foram liberados durante a tarde.

De acordo com o diretor técnico do Numol de Campina Grande, Márcio Leandro, o laudo com todos os detalhes da morte deve sair no prazo de até 10 dias, podendo ser prorrogado por até 30 dias. “No laudo apontamos a causa da morte como “Asfixia – a definir” pois precisamos saber como essa asfixia ocorreu, se foi por falta de oxigênio tendo em vista que o local era apertado, ou se havia a concentração de gases dentro do poço. Fizemos uma coleta de material nos corpos e também enviamos equipes para uma nova perícia nesta sexta-feira” explicou ele.

Pânico e escoriações
Outro detalhes que chamou a atenção do Numol durante os exames é que os corpos das vítimas apresentavam pequenos ferimentos e ranhuras.

O diretor Márcio Leandro acredita que estes ferimentos foram provocados em um momento de desespero entre as vítimas, quando elas estavam morrendo.

“Por causa do processo de asfixia, as vítimas devem ter entrado em pânico. Esses ferimentos pode ter sido provocados no momento em que eles tentavam subir o poço e ficaram inconscientes, tanto na tentativa desesperada de subir, ou quando caíram inconscientes”, explicou ele.

Hipótese de gases tóxicos
Gases tóxicos podem ter sido a causa da morte dos quatro homens que faziam a limpeza do poço em Barra de São Miguel. A informação foi repassada pelo Tenente Rogério, do Corpo de Bombeiros. Das outras quatro pessoas que foram socorridas e levadas para atendimento médico após passar mal, três receberam alta do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grandex, para onde tinham sido encaminhadas.

As mortes
O incidente ocorreu na tarde de quinta-feira (12) , quando as vítimas estavam trabalhando dentro dos poços. As primeiras informações da Polícia Civil são de que os homens teriam tido um mal estar no momento em que faziam a limpeza dos locais.

Para o Tenente Rogério, do Corpo de Bombeiros a possibilidade mais plausível neste momento é que os trabalhadores tenham sido entoxicados. “Num poço dessa profundidade é comum encontrarmos gases tóxicos no fundo e pode ter acontecido dos trabalhadores terem inalado esse gás e perdido a consciência” explicou.

A Polícia Civil, que investiga o caso, trabalha ainda com outras hipóteses para explicar a morte dos trabalhadores. A primeira seria que a água dos poços estaria envenenadas por agrotóxicos e as vítimas teriam sido contaminadas. A segunda hipótese é de que os homens podem ter sofrido falta de oxigênio, já que o poço tem cerca de 10 metros de profundidade.

Os quatro homens que sobreviveram ao incidente foram encaminhadas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. As vítimas chegaram conscientes e ficaram sob observação. Três delas receberam alta hospitalar ainda na noite de quinta. De acordo com a unidade de saúde, o único trabalhador internado tem previsão de alta nesta sexta-feira (13).

FONTE:G1/PB