PÃO FRANCÊS É CARIOCA DA GEMA

 

O nome pode ter vindo da farinha de trigo branca, cuja produção Luís XIV patrocinou (Reinaldo Mandacaru/Divulgação)

Há 6.000 anos a humanidade faz pão com farinha de trigo e água, fermentado e depois assado no forno. Isso começou quando os egípcios descobriram o segredo da levedação. Mas o que comemos hoje no Brasil começou a ser preparado com esses ingredientes no final do século 18 ou nas primeiras décadas do século 19. Está completando, portanto, uns dois séculos de elaboração.

Até então, não dispúnhamos de farinha branca de trigo à vontade. Ela era importada em pequenas quantidades, da Europa e Estados Unidos. Somente depois que d. João VI e sua corte se instalaram no Rio de Janeiro, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte que invadiram Portugal, a matéria-prima forasteira se popularizou entre nós.

Os estrangeiros que nos visitavam   criticavam a qualidade do pão da época, à base de outras farinhas. Se é que merecia usar o mesmo nome. “Na terra (brasileira) não há pão, supre-se este defeito com o pó (farinha) de uma raiz nativa, a que chamam de mandioca”, escreveu Francisco da Fonseca Henriques, o Dr. Mirandela (1665-1731), médico português nascido na cidade homônima, em Trás-os-Montes. Fez isso no livro “Âncora Medicinal para Conservar a Vida com Saúde” (Oficina da Música, Lisboa, 1721). Também se usava no Brasil a farinha de milho.

João VI e a corte estimularam o hábito de consumir o até então raro e caro pão branco de trigo, pois estavam acostumados a ele em Portugal. Sua vinda atraiu padeiros europeus, sobretudo franceses. O pintor, desenhista e professor parisiense Jean-Baptiste Debret (1768-1848), no livro “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839)”, confirma o fato. Diz que padeiros franceses abriram padarias no Rio de Janeiro. O historiador Carlos Augusto Silva Ditadi, do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, contabiliza o número desses estabelecimentos: meia dúzia em 1816 e 33 em 1844.

Alguns autores contam que o pãozinho  francês – assim chamado desde o início – surgiu por influência dos brasileiros que viajavam a Paris. Quando voltavam, morriam de saudade. Suspiravam por um pão com as características do que haviam conhecido na Cidade Luz. Mas Carlos Ditadi suspeita tratar-se de história romântica, semelhante à que atribui aos escravos a invenção da feijoada completa, na verdade originária da cozinha regional portuguesa, talvez de Trás-os-Montes. “Essa versão da saudade dos viajantes tem jeito de ser repetição contínua da imaginação de algum escritor”, afirma. “Volta e meia esbarro com ela”.

O pãozinho francês, hoje popularíssimo no Brasil, surgiu no período colonial, mas foi no começo do século 20 que se alastrou pelo país a fora. Leva 2% de açúcar e 2% de gordura vegetal, em geral margarina. Tem pestana (o corte no alto, para abrir e crescer bonito), feita antes de entrar no forno, no qual ingressa com 65 gramas e sai com 50 gramas.

Desde 2006 só pode ser comercializado por quilo. Antes, as padarias escolhiam entre vendê-lo na balança ou por unidade. A determinação oficial protegeu o consumidor, que passou a pagar apenas pelo peso comprado. Terminou a malandragem de alguns estabelecimentos venderem o pãozinho com 30 gramas, ao invés dos 50 regulamentares.

Chamado de pãozinho pelo pequeno porte e peso, converteu-se em unanimidade, embora sempre encontremos quem o critique, assim como existem pessoas antipáticas ao samba, ao carnaval, ao futebol e à cerveja. Representa 55% do consumo nacional de pães. É saboreado do café da manhã ao almoço e jantar, do lanche da tarde ao sanduíche – o de mortadela, convenhamos, é irresistível! Os brasileiros apreciam sua casca dourada, fina e crocante, que estala na primeira dentada; e o miolo muito branco e macio. Evidentemente, deve ser consumido no dia, o mais fresco possível. Quando dormido, perde as características.

Encontramos produtos semelhantes no mundo inteiro, mas nunca iguais. Quem for à Paris e pedir nosso pãozinho francês não vai conseguir. O mais parecido é o pistolet (pistola), de origem belga. Pequeno, redondo e leve, apresenta-se com um sulco no alto. Em São Paulo, algumas padarias fazem o pãozinho francês nesse formato. Uma das hipóteses para o nome pistolet foi receber tributação excessiva no século 17. Em Bruxelas, alcançava quase o preço de uma pistola.

Em Portugal, o pãozinho equivalente é  conhecido como molete, papo-seco ou carcaça. O primeiro nome seria aportuguesamento do sobrenome Moulet, de um dos generais de Napoleão na segunda invasão (foram três) de Portugal. Segundo os moradores de Valongo, concelho do Distrito do Porto, o militar teria estacionado ali as tropas sob seu comando em 1809. Como havia escassez de cereais e precisasse matar a fome dos seus soldados, mandou diminuir o peso e o tamanho do pão. A população gostou da solução e chamou a novidade de molete.

De francês, o pãozinho brasileiro só leva o nome. Qual o motivo disso? Ele pode ter sido batizado assim porque começou a ser feito por padeiros franceses no Rio de Janeiro. O mais provável, porém, é o nome derivar da farinha. Quando branca e de trigo, era chamada de francesa em vários lugares do mundo, a começar pela Inglaterra. A expressão “pan francês” também foi comum na Espanha e América espanhola dos séculos 18 e 19, significando um produto feito com farinha de trigo alva e sem misturas.

Por sinal, os franceses, no início do século 18, é que começaram a produzi-la em quantidade. Para obter uma farinha fina e branca, trituravam o trigo após ser descascado e polido. Até então, a que o mundo inteiro usava na massa do pão era grossa e escura, pois resultava da mistura de diferentes cereais, plantados e colhidos juntos. A prática tinha finalidade protetora. As pragas nem sempre atacavam os mesmos cereais. Cultivados juntos, facilitavam a devastação da plantação; separados, livravam-na do pior.

Patrocinador da produção da farinha de trigo branca, Luís XIV (1638-1715), o Rei Sol, foi entusiasta do seu pão alvo, inclusive pela facilidade da mastigação. Certamente por não se preocupar com a higiene bucal, no final da vida o soberano francês contava com um único dente superior e tinha todos os inferiores estragados. É considerado uns dos reis mais sujos da história da França. Luís XIV detestava tomar banho. Os biógrafos calculam que tenha se submetido a 2 ou 5 “completos” durante seus 77 anos de reinado.

Mas tudo o que vinha da França era bom e elegante aos olhos de vários países europeus, incluindo Portugal. Quando vieram às pressas para o Brasil, d. João VI e a corte não fugiam da influência francesa, que se estendia a tudo, porém de Napoleão Bonaparte. D. Maria I,  mãe do nosso príncipe regente e depois rei de Portugal, Brasil e Algarves, era francófila. Contratou até um grande cozinheiro francês, chamado Lucas Rigaud.

“Da França vinha o modelo, perfumes, roupas, porcelanas, cabeleiras, mulheres, saudações, tapetes, panos d’Arras, sofás, cadeirões, armários cinzelados e um mundo de coisas graciosas e dispensáveis”, escreveu Luís da Câmara Cascudo, na “História da Alimentação no Brasil” (Editora Itatiaia de Belo Horizonte/Universidade de São Paulo, SP, 1983). “Essa influência na etiqueta, indumentária, alcançou a mesa, arranjos, decoração”. Portanto, nada mais compreensível do que surgir no Brasil um pãozinho francês. Por acaso, é claro.

FONTE:VEJA.COM

2018: LULA LIDERA E BOLSONARO SUPERA AÉCIO, APONTA PESQUISA CNT

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Pesquisa CNT/MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), réu em cinco ações na Justiça Federal – três delas na Operação Lava Jato – , lidera todos os cenários para a sucessão presidencial. Outro destaque do levantamento são os números do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que aparece à frente do senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado nas eleições de 2014, na maioria das simulações.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentada uma relação de candidatos ao eleitor, o petista tem 16,6% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 6,5%, e Aécio, com 2,2%. A ex-ministra Marina Silva (Rede) teria 1,8%, e o presidente Michel Temer (PMDB) seria o quinto, com 1,1%. Os eleitores também citaram a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), 0,9%, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), 0,7%, e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), 0,4%.

Na avaliação da CNT, chama a atenção o alto número de indecisos, brancos e nulos, que somam quase 70% dos eleitores que responderam à pesquisa espontânea. Para o instituto, isso “favorece o surgimento de novas lideranças políticas e de propostas” e torna a eleição indefinida.

Na pesquisa estimulada, foram apresentados três cenários aos eleitores e, em todos, Lula e Marina Silva avançariam para o segundo turno, com Bolsonaro, Aécio e Alckmin também podendo avançar, já que ficam dentro da margem de erro.

Veja os cenários pesquisados:

Cenário 1

  • Lula (PT):  30,5%
  • Marina Silva (Rede): 11,8%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 11,3%
  • Aécio Neves (PSDB): 10,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Michel Temer (PMDB): 3,7%
  • Brancos e nulos: 16,3%
  • Indecisos: 11,3%

Cenário 2

  • Lula (PT): 31,8%
  • Marina Silva (Rede): 12,1%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 11,7%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 5,3%
  • Josué Alencar (PMDB), 1%
  • Brancos e nulos: 17,1%
  • Indecisos: 11,9%

Cenário 3

  • Lula (PT): 32,8%
  • Marina Silva (Rede): 13,9%
  • Aécio Neves (PSDB): 12,1%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 12%
  • Brancos e nulos: 18,6%
  • Indecisos: 10,6%

FONTE:VEJA.COM

MP VAI APURAR USO DE DINHEIRO PÚBLICO NO CARNAVAL 2017 EM CAICÓ, RN

Caicó é um dos mais tradicionais do estado (Foto: Canindé Soares)

O Ministério Público Estadual abriu um inquérito civil para apurar o uso de dinheiro público no carnaval 2017 por parte da Prefeitura de Caicó, no Seridó do Rio Grande do Norte. A cidade é um tradicional polo carnavalesco do estado, mas sofre com a estiagem dos últimos anos e está dentre os 149 municípios em estado de emergência por causa da seca. A portaria foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14).

Na mesma data, foi publicada uma recomendação assinada pela promotora Uliana Lemos de Paiva para que o prefeito de Caicó, Robson de Araújo, “se abstenha de realizar despesas com eventos festivos, incluindo a contratação de artistas, de serviços de “buffets”, de banheiros químicos e a montagem de estruturas para eventos, apresentações artísticas, entre outras despesas, enquanto durar o estado de emergência no Município em razão da seca, e, principalmente, por ocasião do período carnavalesco que se aproxima”.

Nas duas portarias a promotora argumenta que “as adversidades sofridas pelo homem do campo e a consequente Situação de Emergência são incompatíveis com a contratação de bandas ou a realização de festas por parte do Poder Público Municipal, bem como a realização de despesas dessa natureza durante o dito período configuraria violação ao Princípio Constitucional da Moralidade Administrativa”.

O MP pede que o município informe, no prazo de cinco dias, se pretende investir, ou investiu, recursos públicos nos blocos carnavalescos de rua durante o carnaval 2017; se positiva a resposta, qual seria o montante; que montante pretende investir em serviços de infraestrutura, manutenção e conservação da higidez urbana durante e após o evento, serviços que superam a capacidade rotineira da administração em razão da aglomeração de pessoas; e ainda que divulgue no site oficial do município na internet, informações concernentes às despesas realizadas por ocasião da realização dos festejos carnavalescos.

Na recomendação, a promotora fixa o prazo de dois dias para que o prefeito informe se acolhe, ou não, a sugestão.

FONTE: G1/RN

EUA E SEUL DIZEM QUE KIM JONG-UN ORDENOU A MORTE DE SEU IRMÃO

O ditador norte-coreano Kim Jong-un (Kyodo/Reuters/VEJA)

 

Duas mulheres são suspeitas de assassinar o meio-irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-un na Malásia terça-feira, informou nesta quarta-feira o comitê de inteligência da Coréia do Sul. Uma delas foi detida pela polícia malaia após análise de imagens do circuito interno do aeroporto onde Kim Jong-nam foi assassinado. Ela e sua comparsa seriam espiãs norte-coreanos que agiram sob ordens do ditador para assassinar deu irmão Kim Jong-nam. Anteriormente, o governo dos Estados Unidos informou “acreditar firmemente” que agentes da Coreia do Norte assassinaram na Malásia o meio-irmão do ditador norte-coreano.

Os investigadores malaios estão aguardando os resultados de uma autópsia no corpo de Kim Jong-nam, que morreu logo após ser atacado no Aeroporto Internacional Malásia Kuala Lumpur. A polícia da Malásia divulgou uma imagem de uma das duas mulheres suspeitas do assassinato. Há suspeita de que elas usaram um potente veneno em Kim Jong-nam, que foi encontrado agonizando no banheiro do aeroporto, disse, o presidente da Comissão de Inteligência da Assembleia Nacional da Coreia do Sul, Lee Cheol Woo.

O norte-coreano faleceu na segunda-feira enquanto era levado para um hospital de Putrajaya, capital administrativa da Malásia, após passar mal e antes de embarcar em um avião com destino a Macau. O primeiro-ministro sul-coreano e presidente interino, Hwang Kyo-ahn, classificou a morte de “brutal e desumana”, durante seu discurso em reunião de emergência convocada nesta terça pelo Executivo.

Meio-irmão — Kim Jong-nam, de 45 anos, foi considerado como o melhor posicionado para substituir a seu pai até cair em desgraça por uma série de desobediências e, desde então, acredita-se que residia principalmente entre Hong Kong, Macau e Pequim sem ocupar nenhum cargo oficial no regime norte-coreano.

O primogênito do antigo ditador perdeu definitivamente a preferência do pai quando em 2001 foi detido em um aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso que pretendia usar para entrar no Japão e visitar o parque Disneylândia.
Fruto do casamento entre o ditador e a primeira esposa, a atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam atraiu a atenção nos últimos anos com suas críticas contra as políticas do regime norte-coreano e seu sistema de sucessão, expressadas através de sua correspondência com um jornalista japonês.

FONTE: VEJA.COM

COMEÇANDO O DIA 46/2017

Estamos na 7ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 46º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:32 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 22 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 24 mm em 2007. Em 1990 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 21 °C), e em 1999 foi o dia de hoje mais quente (com 36 °C). Hoje se inicia oficialmente o período legislativo, de acordo com o artigo 137 do Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Ouro Branco. Em 2013 havia a eleição para presidência da Câmara, após renúncia do anterior presidente, que viria a estabelecer Eurinete (PHS) para o biênio 2013/2014. Pelo calendário Romano, o santo do dia de hoje é o devoto francês São Cláudio de La Colombiere.