COMEÇANDO O DIA 52/2017

Estamos na 8ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 52º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:32 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 23 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 59 mm em 1991. Em 1987 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 21 °C), e em 2001 foi o dia de hoje mais quente (com 35 °C). Pelo calendário Romano, os santos do dia de hoje são os irmãos videntes de Fátima, os Beatos Francisco e Jacinta.

HISTÓRIA DE DELMIRO MONTEIRO, PRIMEIRO TESOUREIRO DA CAPELA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Delmiro Monteiro da Silva, natural de Catolé do Rocha, foi um dos maiores comerciantes de Ouro Branco no período da criação do povoado Espírito Santo, em 1905, até a emancipação política no ano de 1953. Foi casado duas vezes e foi ele quem criou Jaime Catita. Ele tornou-se um grande comerciante trazendo produtos, principalmente, de Soledade- PB, na sua tropa de burros. O mesmo trazia centenas de garajaus de rapadura e também dezenas de quilos de queijo de coalho para vender aos moradores de Ouro branco e das cidades vizinhas. Delmiro era o dono da casa onde já moraram as irmãs Josefinas, “casa das feiras”. Ele tinha um oratório particular nessa casa onde se realizava batizados e casamentos e ao lado funcionava seu armazém. Abaixo, assentamento de casamento de Delmiro Monteiro com Maria Simplicia do Carmo (segunda esposa):

 

“Aos vinte e oito de Dezembro de mil nove centos e vinte e oito em oratório privado na rezidencia do Sr. Delmiro Monteiro perante as testemunhas Euclides Nobrega e Martinho Gomes de Oliveira não constando impedimento algum assisti ao enlace matrimonial de Delmiro Monteiro da Silva e Maria Symplicia do Carmo elle viúvo por fallecimento de Luzia Maria da Conceição e Ella viúva por fallecimento de Sebastião Cardôzo da Silva sendo elle nascido e baptizado no Catole do Rocha e morador nesta Freguesia e Ella nacida e baptizada nesta Freguesia onde é moradora. Do que para constar mandei fazer este assento que assigno.

Pe. Luis Wanderley Vigario”

 

Uma das características mais marcantes de Delmiro Monteiro era a sua religiosidade. Todos os padres e até mesmo quando vinha um bispo aqui em Ouro Branco, se hospedavam na casa de Delmiro Monteiro, que também foi tesoureiro da capela. Ajudou financeiramente na construção da capela do Divino Espírito Santo, posteriormente doou alguns contos de réis para a construção da torre da capela, entre os anos de 1946 e 1947, início e término da mesma, respectivamente, também, segundo algumas fontes orais, doou mais de trinta metros de mosaico para a montagem do piso da capela.

Delmiro Monteiro tinha algumas manias, entre elas, só comia carne de peru e bode, além de todo dia ralar queijo de coalho e misturar na comida no lugar da farinha de mandioca. Também havia algo muito inusitado na casa de Delmiro e que chamava a atenção dos moradores aqui de Ouro Branco, era um cata-vento feito de madeira que o mesmo fez e que gerava energia em algumas pequenas lâmpadas em sua casa (naquele tempo não havia energia em Ouro Branco) deixando- a iluminada durante a noite. Quando o cata-vento girava, um dínamo transformava a energia mecânica do cata-vento em energia elétrica e daí seguia para uma bateria. O interessante é que a casa iluminada de Delmiro era uma atração nas noites escuras de Ouro Branco para a população que ficava abismada com a invenção do engenhoso comerciante.

Delmiro Monteiro casou duas vezes, sendo que a sua segunda mulher, Maria Simplicia do Carmo, mais conhecida como Marica, já tinha alguns filhos, entre eles, Tomás, que sabia dirigir caminhão. Com os passar dos anos, Tomás conseguiu convencer Delmiro a comprar um caminhão para ele (Tomás) transportar e negociar produtos obtendo assim um bom lucro que deveria ser dividido entre os dois. Delmiro investiu cem contos de réis na compra do caminhão, uma fortuna para a época, além de Tomás pedir emprestado mais dez contos de réis para comprar os produtos necessários para começar a negociar e que Delmiro emprestou. No entanto, já faz mais de sessenta anos que Tomás pegou o caminhão juntamente com os dez contos de réis e sumiu no mundo deixando Delmiro com um “prejuízo salgado” igual aos queijos de coalho que o mesmo tanto apreciava.

 

FONTE: LIVRO “OURO BRANCO: DE 1722 A 1954”.

 

DILMA DIZ QUE PODE DISPUTAR ELEIÇÃO PARA SENADORA OU DEPUTADA

 

A ex-presidente Dilma Rousseff, que admite voltar a disputar cargo político (Evaristo Sá/AFP)

Dilma Rousseff parece mais relaxada do que quando estava na Presidência do Brasil. Brinca, repassa a apertada lista de conferências que a aguardam na Europa e nos Estados Unidos e, pela primeira vez, fala de seu futuro políticoDestituída em 2016 pelo Congresso, sob a acusação de maquiar as contas públicas, a ex-presidente passa seus dias em Porto Alegre, onde segue obedientemente sua rotina de exercícios físicos e passeios de bicicleta, e só parece perder a paciência quando é consultada sobre o escândalo de corrupção da Petrobras que atingiu seu governo.

“Eu não serei candidata a presidente da República, se é essa a sua pergunta. Agora, atividade política nunca vou deixar de fazer (…) Eu não afasto a possibilidade de me candidatar para esse tipo de cargo: senadora, deputada, esses cargos”, declarou em entrevista à agência AFP.

Apesar do impeachment, Dilma não perdeu seus direitos políticos para ocupar cargos públicos, e pode, portanto, ser candidata a cargos eletivos. Aos 69 anos, ela disputou apenas dois cargos eletivos em sua vida: a Presidência, que venceu em 2010, e a reeleição de 2014, ambas pelo PT.

 

FONTE:VEJA.COM

CHUVAS NA REGIÃO SERIDÓ

Durante toda a noite de sexta-feira (17) até a madrugada de hoje (18) foram registradas chuvas na região Seridó. Aqui em Ouro Branco no pluviômetro instalado na Rua Tenente Augusto o índice foi de 25,0 mm. Em Caicó choveu 124,0 mm no bairro Walfredo Guegel. Já no sítio Lagoa do Meio, zona rural de Caicó, a chuva ultrapassou os 200,0 mm, sendo que todos os açudes do referido sítio estão transbordando. Também chegou a chover granizo em Caicó, segundo moradores que registraram o fato raro em fotos.

TCE RECONHECE PAGAMENTO DE FÉRIAS E 13° A AGENTES POLÍTICOS

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) aplicou nova jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e reconheceu a constitucionalidade do pagamento de férias e 13º salário aos agentes políticos. O entendimento até então era de o Tribunal de Contas vedar o pagamento de férias e décimo terceiro. Contudo, com a decisão do STF, o conselheiro em substituição, Marco Antônio Moraes Montenegro, em voto relatado no último dia 9 de fevereiro, reconheceu e inovou o entendimento acerca do assunto, acatado pelos demais conselheiros, fixando a tese também no TCE de que “o artigo 39, parágrafo 4º, da Constituição Federal não é incompatível com o pagamento de terço de férias e décimo terceiro salário”, o texto constitucional diz que membro de Poder detentor de mandato eletivo e Secretários Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, proibido o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. Além disso, a Corte de Contas determinou que a Câmara Municipal de Macaíba se abstenha de aumentar os subsídios dos vereadores.

Os dois temas já foram explicados por Quipauá, com base na Lei Orgânica Municipal, tanto referente ao aumento de subsídio dos vereadores quanto o pagamento de bonificações natalinas aos agentes políticos. No nosso entender, somente a Câmara pode estabelecer ou atualizar, em cada legislatura para a subsequente, a remuneração da Prefeita, Vice-Prefeito, Vereadores e a verba de representação da Prefeita e do Presidente da Câmara, através de decreto legislativo. Sendo que somente a Câmara, em colegiado, pode propor as resoluções que fixem ou atualizem os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores e a verba de representação do Prefeito e do Presidente da Câmara.

Com esse inovador entendimento do Tribunal de Contas do Estado, fica confirmada a explicação de Quipauá, que para a Prefeita e o Vice-Prefeito receberem terço de férias e 13º salário, é preciso que o Presidente da Câmara de Vereadores apresente uma proposta de decreto legislativo prevendo o benefício, que sendo aceita pelos vereadores, será promulgada exclusivamente na Câmara, a ser pago já ao final deste ano. Com esse entendimento, vemos como decisões de Brasília influenciam nas ocorrências de nosso quotidiano.

COMEÇANDO O DIA 48/2017

Estamos na 7ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 48º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:32 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 23 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 59 mm em 1991. Em 1987 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 21 °C), e em 2001 foi o dia de hoje mais quente (com 35 °C). No último dia do carnaval de 2010, bonecos eram atração no meio dos foliões. Pelo calendário Romano, hoje se comemora os sete santos fundadores da Ordem dos Servitas.

COMEÇANDO O DIA 47/2017

Estamos na 7ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 47º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:32 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 22 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 24 mm em 2007. Em 1990 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 21 °C), e em 1999 foi o dia de hoje mais quente (com 36 °C). No dia de hoje é comemorado o dia do Repórter, profissional que trabalha na pesquisa de informação para comunicação. Em 2011, no dia de hoje, encabeçado pelo vereador Genildo Medeiros, era protocolado o primeiro projeto de iniciativa popular, previsto na Lei Orgânica de Ouro Branco, que tentava revogar a lei complementar da Contribuição de Iluminação Pública. Pelo calendário Romano, o santo do dia de hoje é Santo Onésimo.

PÃO FRANCÊS É CARIOCA DA GEMA

 

O nome pode ter vindo da farinha de trigo branca, cuja produção Luís XIV patrocinou (Reinaldo Mandacaru/Divulgação)

Há 6.000 anos a humanidade faz pão com farinha de trigo e água, fermentado e depois assado no forno. Isso começou quando os egípcios descobriram o segredo da levedação. Mas o que comemos hoje no Brasil começou a ser preparado com esses ingredientes no final do século 18 ou nas primeiras décadas do século 19. Está completando, portanto, uns dois séculos de elaboração.

Até então, não dispúnhamos de farinha branca de trigo à vontade. Ela era importada em pequenas quantidades, da Europa e Estados Unidos. Somente depois que d. João VI e sua corte se instalaram no Rio de Janeiro, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte que invadiram Portugal, a matéria-prima forasteira se popularizou entre nós.

Os estrangeiros que nos visitavam   criticavam a qualidade do pão da época, à base de outras farinhas. Se é que merecia usar o mesmo nome. “Na terra (brasileira) não há pão, supre-se este defeito com o pó (farinha) de uma raiz nativa, a que chamam de mandioca”, escreveu Francisco da Fonseca Henriques, o Dr. Mirandela (1665-1731), médico português nascido na cidade homônima, em Trás-os-Montes. Fez isso no livro “Âncora Medicinal para Conservar a Vida com Saúde” (Oficina da Música, Lisboa, 1721). Também se usava no Brasil a farinha de milho.

João VI e a corte estimularam o hábito de consumir o até então raro e caro pão branco de trigo, pois estavam acostumados a ele em Portugal. Sua vinda atraiu padeiros europeus, sobretudo franceses. O pintor, desenhista e professor parisiense Jean-Baptiste Debret (1768-1848), no livro “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839)”, confirma o fato. Diz que padeiros franceses abriram padarias no Rio de Janeiro. O historiador Carlos Augusto Silva Ditadi, do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, contabiliza o número desses estabelecimentos: meia dúzia em 1816 e 33 em 1844.

Alguns autores contam que o pãozinho  francês – assim chamado desde o início – surgiu por influência dos brasileiros que viajavam a Paris. Quando voltavam, morriam de saudade. Suspiravam por um pão com as características do que haviam conhecido na Cidade Luz. Mas Carlos Ditadi suspeita tratar-se de história romântica, semelhante à que atribui aos escravos a invenção da feijoada completa, na verdade originária da cozinha regional portuguesa, talvez de Trás-os-Montes. “Essa versão da saudade dos viajantes tem jeito de ser repetição contínua da imaginação de algum escritor”, afirma. “Volta e meia esbarro com ela”.

O pãozinho francês, hoje popularíssimo no Brasil, surgiu no período colonial, mas foi no começo do século 20 que se alastrou pelo país a fora. Leva 2% de açúcar e 2% de gordura vegetal, em geral margarina. Tem pestana (o corte no alto, para abrir e crescer bonito), feita antes de entrar no forno, no qual ingressa com 65 gramas e sai com 50 gramas.

Desde 2006 só pode ser comercializado por quilo. Antes, as padarias escolhiam entre vendê-lo na balança ou por unidade. A determinação oficial protegeu o consumidor, que passou a pagar apenas pelo peso comprado. Terminou a malandragem de alguns estabelecimentos venderem o pãozinho com 30 gramas, ao invés dos 50 regulamentares.

Chamado de pãozinho pelo pequeno porte e peso, converteu-se em unanimidade, embora sempre encontremos quem o critique, assim como existem pessoas antipáticas ao samba, ao carnaval, ao futebol e à cerveja. Representa 55% do consumo nacional de pães. É saboreado do café da manhã ao almoço e jantar, do lanche da tarde ao sanduíche – o de mortadela, convenhamos, é irresistível! Os brasileiros apreciam sua casca dourada, fina e crocante, que estala na primeira dentada; e o miolo muito branco e macio. Evidentemente, deve ser consumido no dia, o mais fresco possível. Quando dormido, perde as características.

Encontramos produtos semelhantes no mundo inteiro, mas nunca iguais. Quem for à Paris e pedir nosso pãozinho francês não vai conseguir. O mais parecido é o pistolet (pistola), de origem belga. Pequeno, redondo e leve, apresenta-se com um sulco no alto. Em São Paulo, algumas padarias fazem o pãozinho francês nesse formato. Uma das hipóteses para o nome pistolet foi receber tributação excessiva no século 17. Em Bruxelas, alcançava quase o preço de uma pistola.

Em Portugal, o pãozinho equivalente é  conhecido como molete, papo-seco ou carcaça. O primeiro nome seria aportuguesamento do sobrenome Moulet, de um dos generais de Napoleão na segunda invasão (foram três) de Portugal. Segundo os moradores de Valongo, concelho do Distrito do Porto, o militar teria estacionado ali as tropas sob seu comando em 1809. Como havia escassez de cereais e precisasse matar a fome dos seus soldados, mandou diminuir o peso e o tamanho do pão. A população gostou da solução e chamou a novidade de molete.

De francês, o pãozinho brasileiro só leva o nome. Qual o motivo disso? Ele pode ter sido batizado assim porque começou a ser feito por padeiros franceses no Rio de Janeiro. O mais provável, porém, é o nome derivar da farinha. Quando branca e de trigo, era chamada de francesa em vários lugares do mundo, a começar pela Inglaterra. A expressão “pan francês” também foi comum na Espanha e América espanhola dos séculos 18 e 19, significando um produto feito com farinha de trigo alva e sem misturas.

Por sinal, os franceses, no início do século 18, é que começaram a produzi-la em quantidade. Para obter uma farinha fina e branca, trituravam o trigo após ser descascado e polido. Até então, a que o mundo inteiro usava na massa do pão era grossa e escura, pois resultava da mistura de diferentes cereais, plantados e colhidos juntos. A prática tinha finalidade protetora. As pragas nem sempre atacavam os mesmos cereais. Cultivados juntos, facilitavam a devastação da plantação; separados, livravam-na do pior.

Patrocinador da produção da farinha de trigo branca, Luís XIV (1638-1715), o Rei Sol, foi entusiasta do seu pão alvo, inclusive pela facilidade da mastigação. Certamente por não se preocupar com a higiene bucal, no final da vida o soberano francês contava com um único dente superior e tinha todos os inferiores estragados. É considerado uns dos reis mais sujos da história da França. Luís XIV detestava tomar banho. Os biógrafos calculam que tenha se submetido a 2 ou 5 “completos” durante seus 77 anos de reinado.

Mas tudo o que vinha da França era bom e elegante aos olhos de vários países europeus, incluindo Portugal. Quando vieram às pressas para o Brasil, d. João VI e a corte não fugiam da influência francesa, que se estendia a tudo, porém de Napoleão Bonaparte. D. Maria I,  mãe do nosso príncipe regente e depois rei de Portugal, Brasil e Algarves, era francófila. Contratou até um grande cozinheiro francês, chamado Lucas Rigaud.

“Da França vinha o modelo, perfumes, roupas, porcelanas, cabeleiras, mulheres, saudações, tapetes, panos d’Arras, sofás, cadeirões, armários cinzelados e um mundo de coisas graciosas e dispensáveis”, escreveu Luís da Câmara Cascudo, na “História da Alimentação no Brasil” (Editora Itatiaia de Belo Horizonte/Universidade de São Paulo, SP, 1983). “Essa influência na etiqueta, indumentária, alcançou a mesa, arranjos, decoração”. Portanto, nada mais compreensível do que surgir no Brasil um pãozinho francês. Por acaso, é claro.

FONTE:VEJA.COM

2018: LULA LIDERA E BOLSONARO SUPERA AÉCIO, APONTA PESQUISA CNT

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Pesquisa CNT/MDA, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), réu em cinco ações na Justiça Federal – três delas na Operação Lava Jato – , lidera todos os cenários para a sucessão presidencial. Outro destaque do levantamento são os números do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que aparece à frente do senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado nas eleições de 2014, na maioria das simulações.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentada uma relação de candidatos ao eleitor, o petista tem 16,6% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 6,5%, e Aécio, com 2,2%. A ex-ministra Marina Silva (Rede) teria 1,8%, e o presidente Michel Temer (PMDB) seria o quinto, com 1,1%. Os eleitores também citaram a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), 0,9%, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), 0,7%, e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), 0,4%.

Na avaliação da CNT, chama a atenção o alto número de indecisos, brancos e nulos, que somam quase 70% dos eleitores que responderam à pesquisa espontânea. Para o instituto, isso “favorece o surgimento de novas lideranças políticas e de propostas” e torna a eleição indefinida.

Na pesquisa estimulada, foram apresentados três cenários aos eleitores e, em todos, Lula e Marina Silva avançariam para o segundo turno, com Bolsonaro, Aécio e Alckmin também podendo avançar, já que ficam dentro da margem de erro.

Veja os cenários pesquisados:

Cenário 1

  • Lula (PT):  30,5%
  • Marina Silva (Rede): 11,8%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 11,3%
  • Aécio Neves (PSDB): 10,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Michel Temer (PMDB): 3,7%
  • Brancos e nulos: 16,3%
  • Indecisos: 11,3%

Cenário 2

  • Lula (PT): 31,8%
  • Marina Silva (Rede): 12,1%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 11,7%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 5,3%
  • Josué Alencar (PMDB), 1%
  • Brancos e nulos: 17,1%
  • Indecisos: 11,9%

Cenário 3

  • Lula (PT): 32,8%
  • Marina Silva (Rede): 13,9%
  • Aécio Neves (PSDB): 12,1%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 12%
  • Brancos e nulos: 18,6%
  • Indecisos: 10,6%

FONTE:VEJA.COM