CAPITÃO DOMINGOS ALVES DOS SANTOS, DONO DA FAZENDA LAJES (OURO BRANCO)

O capitão Domingos Alves dos Santos (1710-1793), dono e morador da fazenda Lajes, foi o maior proprietário de terras do Seridó antigo. Segundo Medeiros Filho (1983, p.180), ele possuía quase dezessete léguas quadradas de terras, sendo dono de várias fazendas, entre as quais, Lajes, Verdes, Raposa, Catururé, Tutóia além de outras fazendas na região do Seridó. O capitão Domingos Alves dos Santos morreu no último ano da “Grande Seca” que durou três anos (1791, 1792 e 1793) e que assolou a nossa região dizimando tanto animais como gente. No 1º livro de assentamentos de óbitos da Matriz de Santa Ana de Caicó encontra-se o seu assentamento de óbito:

 

“Aos dezassete dias do mez, de Março de mil sete centos noventa e trez annos nesta Matriz se deu sepultura ao adulto Domingos Alves dos Santos Viúvo morador na sua Fazenda Lajes falecido aos dezaceis com oitenta e dois annos de idade com todos os Sacramentos da Santa Madre Igreja emvolto em abito de Sam Francisco Sepultado do Arco para dentro e emcomendado por mim de que se fez este acento que o assigno.

José Antonio Caetano de Mesquita- Cura”

 

Capitão Domingo Alves dos Santos foi casado com Joana Batista da encarnação, teve o casal catorze filhos, são eles:

-José Alves dos Santos casou com Maria José do Nascimento.

-Fidelis Alves dos Santos casou com Antonia da Silva Freire.

-Domingos Alves dos Santos (2°) casou com Luiza Dornelles Bittancourt.

-Antonio Alves dos Santos casou com Tereza de Jesus.

-João Alves dos Santos casou com Helena do Rosário de Mello.

-Francisco Alves dos Santos e Manoel Alves dos Santos não sabemos os nomes de suas esposas.

-Rosa Maria do Sírio (morou no São Roque) casou com o capitão João Gualberto Rosa.

-Antonia Maria dos Santos casou com o capitão Bartholomeu dos Santos.

-Francisca Alves dos Santos casou com Antonio Francisco dos Santos.

-Maria Alves dos Santos casou com Manoel Teixeira da Fonseca, natural do Porto, Portugal.

-Joana Batista da Encarnação (2ª) casou com o Luis Teixeira da Fonseca (irmão de Manoel Teixeira da Fonseca).

-Joana Maria dos Santos casou com o capitão-mór Manoel Gonçalves de Mello (português).

-Margarida Alves dos Santos que não sabemos o nome do seu esposo.

 

Para mostrar a importância do Capitão Domingos Alves dos Santos aqui no seridó, basta dizer que no século XVIII e XIX poucas famílias abastadas conseguiam mandar um filho para se ordenar padre em outras províncias ou mesmo em Portugal, no entanto, o capitão Domingos Alves tinha três netos ordenados padres e pregando sua fé no Seridó, são eles: Manoel Teixeira da Fonseca (2°), José Gonçalves de Mello e seu irmão Ignacio Gonçalves de Mello.

Muitas famílias de Ouro Branco descendem dele, entre elas, as de sobrenome Soares (Soarão), Teixeira, Fonseca, Alves, Santos, Chianca – o Português Joaquim Antonio Alvares Chianca, natural de Lisboa, casou com Maria Teixeira da Fonseca, descendente do capitão Domingos Alves dos Santos-, Barbosa (coronel José Barbosa Teixeira), Moura, Garrofa, Cirilo de Azevedo. No Seridó destaca-se a família Gonçalves de Mello de São João do Sabugi, além da família Batista – descendem de João Batista dos Santos, neto do capitão Domingos Alves dos Santos – que fundou a cidade de Timbaúba dos Batistas. Alguns representantes da família Batista tiveram mandatos legislativos na Assembléia da Província devido a sua importância na política no Seridó. Também a família Costa, entre eles, Bibi Costa e Vivaldo Costa descendem dele.

No inventário do capitão Domingos Alves dos Santos, além das várias fazendas, animais, utensílios domésticos e de trabalho no campo que o mesmo deixou de herança, chama atenção à avaliação dos seus dezoito escravos:

 

Um escravo, denominado Manoel, vinte anos, valor = 150$000 réis;

Um escravo crioulo, denominado Estêvão, vinte e sete anos, valor = 110$000 réis;

Um escravo, denominado Lourenço, trinta anos, doente dos peitos, valor = 110$000 réis;

Uma escrava, denominada Rita, crioula, vinte e cinco anos, sem moléstia alguma, nem habilidade, valor = 105$000 réis;

Um escravo, Pedro, do gentio de Angola, trinta anos, sem moléstia nem ofício, senão o de campo;

Um escravo, denominado Domingos, do gentio de Angola, vinte e cinco, ao que mostra, sem ofício nem habilidade, e só com a lesão do dedo polegar da mão, valor = 100$000 réis;

Uma escrava, denominada Teresa, de Angola, vinte e cinco anos, valor = 100$000 réis;

Uma escrava, denominada Maria, do gentio de Angola, vinte e cinco anos, ao que mostra, sem moléstia alguma, valor = 95$000 réis;

Um escravo, Francisco, do gentio de Angola, treze anos, sem moléstia alguma, valor = 70$000 réis;

Um escravo, denominado Garcia, de Angola, trinta e quatro anos, coxo de uma perna, com uma fístula em uma virilha, que lhe costuma abrir, de tempos em tempos, valor = 70$000 réis;

Um escravo, denominado João, do gentio de Angola, treze anos, sem moléstia alguma, valor = 70$000 réis;

Um escravo, por nome Simão, angola, cinqüenta anos, de trabalho de enxada, valor = 60$000 réis;

Uma escrava, Paula, cinqüenta anos, alguma coisa achacada, valor = 50$000 réis;

Um moleque macho, de dois anos, denominado Luis, valor = 50$000 réis;

Uma escrava cabrinha, denominada Maria, dois anos, filha da dita escrava Rita, valor = 35$000 réis;

O escravo, denominado Antonio Espíndola, acharam valer os louvados, por apresentar a idade de setenta anos, e quebrado de ambas virilhas, por andar “faixativo”, valor = 32$000 réis;

Uma molequinha crioulinha, um ano, de nome Inácia, valor = 30$000 réis;

Uma escrava, denominada Mariana, do gentio de Angola, setenta anos, valor = 20$000 réis.

 

Quando se faz referencia aos escravos colocando-os como sendo de “Angola” ou do “gentio de Angola” quer dizer que eles são nativos do continente Africano, mas quando se referem a eles como “crioulos” quer dizer que os mesmos já são nascidos no Brasil. Há também o “mulato” (cruzamento da raça branca com o negro) e o “cabra” (cruzamento do mulato com o negro). Para efeito de avaliação, os escravos mais valiosos eram preferencialmente os mais novos e que não tivessem doenças que os impedissem da lida diária, como também, ter alguma habilidade contava muito na avaliação.

JOSÉ FABRÍCIO DE LUCENA

FONTE: LIVRO “ OURO BRANCO: DE 1722 A 1954”.

 

 

CHUVAS DE ATÉ 114 MM NA REGIÃO SERIDÓ

Confira alguns registros de chuvas deste domingo (05) nos municípios do Seridó:

Sítio Barro Branco (São José do Seridó) – 114 mm
Sítio Riacho do meio (Jardim do Seridó) – 102
Passagem de São João (Jardim do Seridó) – 98 mm
Sítio Olinda (Jardim do Seridó) – 99 mm
Sítio Curú (Jardim do Seridó) – 99 mm
Sítio Umburana (Jardim do Seridó) – 80 mm
Sítio Viração (Jardim do Seridó) – 80 mm
Sítio Serrote (Jardim do Seridó) – 75 mm
Fazenda Seridó (Jardim do Seridó) – 72 mm
Fazenda Petrópolis(Jardim do Seridó) – 41 mm
Sítio Cacimba Velha (Jardim do Seridó) – 40 mm
Fazenda Espirito Santo (Santana do Seridó) – 31 mm
Sítio Poço da Pedra (Acari) – 30 mm
Sítio Grossos(Acari) – 28 mm
Bairro São João (Jardim do Seridó) – 25 mm
Sitio São Nicolau (Caicó) – 22mm
Sítio Catuturé (Jardim do Seridó) – 20 mm

 

FONTE: BLOG DE ROBSON PIRES

COMEÇANDO O DIA 65/2017

Estamos na 10ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 65º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:32 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 22 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 34 mm em 2002. Em 2002 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 21 °C), e em 2013 foi o dia de hoje mais quente (com 36 °C). Hoje é o dia dos fuzileiros navais, militares altamente treinados da infantaria da Marinha do Brasil. Pelo calendário Romano, a santa do dia de hoje é a jovem profeta, Santa Rosa de Viterbo.