SEGUNDO A AESA, CHOVEU EM 32 MUNICÍPIOS PARAIBANOS

Segundo a AESA -Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – choveu de ontem até hoje (10/01/2017) em pelo menos 32 municípios paraibanos. As maiores precipitações ocorreram nos municípios de Teixeira 119 mm, São José de Piranhas 100,2 mm, PATOS 82,5 mm e Cajazeiras  78 mm. Abaixo, mapa da Paraíba com os municípios onde ocorreram as maiores precipitações.

FONTE: AESA

CHUVA COM VENTOS FORTES CAUSA ESTRAGOS EM FLORÂNIA

Próxima ao centro da cidade de Florânia, a Fazenda Quixodé de Baixo, de propriedade de João de Laércio, registrou 62,5 milímetros na chuva que caiu no final de tarde e início de noite desta segunda-feira, 09 de janeiro de 2017.

No Bairro Bugi, José Bonifácio informou a Estação Local do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) o registro de 20 milímetros. Já no sítio Jucurí, o pluviômetro instalado na propriedade de Manelão registrou 16 milímetros.

O pluviômetro instalado na propriedade de Edson Cunha, próximo a Quadra  da Serra do Cajueiro, registrou 90 milímetros.

Os estragos provocados pela chuva em Florânia foram pequenos, tais como, quedas de árvores e destruição parcial de telhados.

 

FONTE: BLOG DE JAIR SAMPAIO

CHOVE FORTE EM PATOS

Depois de um calor intenso durante todo o dia desta segunda-feira, dia 09 de janeiro, finalmente a chuva chegou a Patos. Logo no início da noite o céu ficou escuro, e não demorou para os relâmpagos e trovões iniciarem um verdadeiro espetáculo sobre nossa cidade.

Choveu forte em alguns bairros da cidade para alegria da população que não pensaram duas vezes em registrar o fenômeno, simples para alguns, mas com o belo significado para que vive sobre constante ameaça de seca, e enfrenta um dos mais severos períodos de estiagem.

Vários sertanejos saíram para fora de suas residências para acompanhar o espetáculo dos raios que cruzavam os ares do Sertão. Uns fizeram questão de gravar em aparelhos celulares os clarões que iluminaram a Capital Sertaneja.

Há informações que vários pontos da cidade ficaram alagados. Os internautas não perderam tempo, registraram e postava em redes sociais a todo tempo.

Chega a nossa redação a informação de que o força do vento destruiu parte de uma loja de veículos localizada no bairro do jatobá, setor Sul da cidade.

FONTE: Patosonline.com

 

COMEÇANDO O DIA 10/2017

Estamos na 2ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 10º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:20 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 18 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 23 mm em 2010. Em 1990 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 21 °C), e em 1988 foi o dia de hoje mais quente (com 36 °C). De acordo com a Receita Federal do Brasil, o valor de R$ 204.891,62 foi repassado ao Fundo de Participação dos Municípios, para a primeira parcela à Prefeitura de Ouro Branco, deduzidos 20% relativos ao FUNDEB. Pelo calendário hagiológico (o calendário santoral), o santo do dia de hoje é o Beato Gonçalo de Amarante.

ASSASSINATOS NO POVOADO DO ESPÍRITO SANTO

 

TRONCO ONDE ERAM ACORRENTADOS OS PRESOS

Nos primeiros anos da criação da feira do povoado do Espírito Santo ocorreu um fato que marcou muito a população local e que até hoje é lembrado pelos mais velhos.

Na Rua de Baixo acontecia à feira do povoado, era um dia ensolarado e quente, e a feira se realizava na mais completa calmaria.

João Pesqueiro e Brejeiro são moradores do povoado e estão na feira. Também havia na feira dois novos moradores presentes, oriundos de Alagoas, que trabalhavam numa propriedade cujo dono era conhecido por Titi (bisavô de Dona Inês).

Ocorre que João Pesqueiro, já com algumas doses de cachaças na cabeça, ao passar por duas vezes seguidas próximo a um dos alagoanos, pisou o pé do mesmo às duas vezes.

O alagoano, na segunda vez que o seu pé é pisado, não gosta e de pronto interpela João Pesqueiro, lhe dizendo:

– Quem pisa em pé mole e quente é pé de gente!

João Pesqueiro, em tom desafiador, lhe responde prontamente:

– Quem pisa em pé mole e frio é pé de jia!

O alagoano não pensa duas vezes, saca uma pistola de dois canos contendo duas balas e dispara um tiro à queima roupa contra João Pesqueiro que já cai morto. Brejeiro, amigo de João Pesqueiro, pega sua faca e corre para cima do assassino e também é alvejado e morto com um tiro de pistola.

Após de atirar nos dois, o assassino junto com seu comparsa tentam fugir, mas são impedidos pelo tenente Manoel Cirilo que estava armado com um rifle. Os dois alagoanos, o que disparou os tiros já havia colocado mais duas balas na pistola, desafiam o tenente Manoel Cirilo dizendo que só se entregam ao patrão deles, que era conhecido por Titi. Mas logo chega o patrão dos mesmos e eles se entregam ao tenente Manoel Cirilo. Os dois são levados para a delegacia de Jardim do Seridó, onde com o passar dos anos um dos presos morre em decorrência de doenças e o outro foi solto por ter cumprido a pena a que foi condenado.

O interessante dessa história e que prova a coragem do tenente Manoel Cirilo, é que o rifle dele estava com um problema (engasgando) e mesmo assim ele ficou frente a frente com o assassino e o comparsa do mesmo, dando voz de prisão aos dois.

Logo após a criação do povoado Espírito Santo, foi colocado um tronco de madeira num terreno onde hoje fica a Rua Valentim Lopes, perto da casa de Expedito Coveiro, para acorrentar criminosos ou somente arruaceiros de fim de semana. Estes eram presos ao tronco de madeira com uma corrente de ferro enquanto esperavam para serem transferidos para a cadeia de Jardim do Seridó.

Certa vez, os jagunços da fazenda Pedreira, alguns já tinham sido acorrentados nesse tronco de madeira, atearam fogo ao mesmo destruindo-o, por isso que a atual Rua Valentim Lopes era conhecida como Rua do Fogo.

A primeira cadeia de Ouro Branco foi instalada onde era antes a farmácia do português João Antunes. Até hoje ainda existe no local dois troncos num salão que serviam para acorrentar os presos.

FONTE: LIVRO “OURO BRANCO: DE 1722 A 1954”.

COMEÇANDO O DIA 9/2017

Estamos na 2ª semana do ano de 2017, no calendário gregoriano, hoje é o 9º dia do ano. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:19 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu em Ouro Branco 21 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuva de 40 mm em 1999. Em 2015 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos (com 22 °C), e em 2005 foi o dia de hoje mais quente (com 36 °C). No dia de hoje foi sancionado o decreto que criava o Título Eleitoral, conhecido como Lei Saraiva. Hoje é comemorado o Dia do Fico, cujo evento histórico passado em 1822 foi ensejado pela frase “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico“. Pelo calendário Romano, hoje é dia do santo bispo Santo André Corsini.

APÓSTOLO VALDEMIRO SANTIAGO LEVA UMA FACADA NO PESCOÇO

A manhã deste domingo, 8, registrou um ataque dentro de uma igreja no Brás. A vítima foi Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. O religioso levou uma uma facada no pescoço durante um culto por volta das 8h.

O pastor foi hospitalizado e passou por cirurgia. Ele levou cerca de 20 pontos e não corre risco de vida. O homem que o atacou foi preso em flagrante, segundo informações do 8º Distrito Policial (Brás), com um facão. Sua identidade não foi revelada. Agora, irá responder por tentativa de homicídio. “Eu estava impondo as mãos, acabando de ouvir um milagre, um testemunho, e entrou alguém por trás, não sei, não vi quem era, e deu uma facada no pescoço, ou uma navalha, não sei”, explicou o pastor em vídeo. O apóstolo afirmou que voltará a pregar. “Orem por mim”, pediu Valdemiro. “Eu perdoo a pessoa que fez isso.”

FONTE:VEJA.COM

SECRETÁRIO NACIONAL DA JUVENTUDE, BRUNO JÚLIO, DEIXOU O CARGO APÓS DECLARAÇÕES SOBRE OS MASSACRES NOS PRESÍDIOS DO AMAZONAS E RORAIMA

O secretário Nacional de Juventude do governo, Bruno Júlio (PMDB), deixou o cargo nesta sexta-feira depois de suas declarações sobre os massacres nos presídios do Amazonas e de Roraima. Em entrevista para o site HuffPost Brasil e para o jornal O Globo, Júlio afirmou, comentando a barbárie, que “tinha era que matar mais” e “tinha que fazer uma chacina por semana”. Os massacres deixaram 91 mortos. A saída do secretário será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

“Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”, afirmou Júlio na declaração que provocou sua queda. O agora ex-secretário é presidente licenciado da Juventude do PMDB e filho do deputado estadual de Minas Gerais Cabo Júlio (PMDB).

No Facebook, Júlio ainda tentou amenizar a sua fala. “O que eu quis dizer foi que, embora o presidiário também mereça respeito e consideração, temos que valorizar mais o combate à violência”, escreveu.

FONTE:VEJA.COM

DISCURSO PROFERIDO POR DR. ARAÚJO NO ATO DA POSSE COMO VICE-PREFEITO

É com muita alegria, regozijado, contaminado pelos galanteios e sentimentos fraternos que comemoro, neste instante, o ato de posse como vice-prefeito reeleito e vivenciando os quarenta anos de vida pública. Fui, em 31 de janeiro de 1977, empossado como Prefeito eleito após uma vitória expressiva, acachapante e jamais superada. Votaram 1.499 eleitores e eu obtive 1.109 votos. Foram muitas lutas memoráveis e mágoas que enfrentei, mas é muito mais fácil falar das vitórias, cujas lições ainda permanecem e servem de equilíbrio para coroar os embates civilizados na praça pública. Todos esses anos foram dedicados a minha terra, ao meu povo e repleto de ufanismo. Afirma Mia Couto, escritor moçambicano: “o bom do caminho é haver volta”. E eu voltei porque deixei marcas indeléveis na estrada.

Tenho a honra de ser filho desta terra e ter passado por todos cargos eletivos. Duas vezes Vereador, duas vezes Vice-Prefeito e duas vezes Prefeito. Houve também duas derrotas nesse período. Uma para Vereador e outra para Prefeito. Ambas com vitórias asseguradas.

Orgulho-me também porque nesse cenário político nacional contaminado pela podridão de roubalheira, corrupção, surrupiadores do patrimônio público,  jamais compartilhei com acordos espúrios para driblar o meu povo e, conseqüentemente, macular a minha terra. Não esqueçamos que a ilicitude é pecaminosa, é execrável, é abominável, deixando estigma de vulnerabilidade da imagem, da honra, do caráter  e da integridade moral e ética. Portanto, longe dos malfeitores que inescrupulosamente criaram uma crise moral para o país, sem precedentes, provocando nefastos comprometimentos da vida pública ao ponto de alguns segmentos sociais pedirem retorno da intervenção militar.

A seriedade sempre foi minha companhia. Nunca tive a ousadia de usar o revanchismo, por considerar maléfico e desairoso. Não é do meu estilo de vida pisotear a dignidade e a honradez de quem quer que seja.

Devemos cumprir religiosamente a missão institucional de defender os interesses do município e dos munícipes como um todo. Temos também o objetivo de ressaltar a forma legal e transparente com a gestão pública. O professor, bacharel e mestre em Filosofia, João de Melo Neto, diz: “costuma-se apontar a corrupção como uma das maiores mazelas da sociedade brasileira. …a opinião pública tem como alvo favorito de críticas a classe política”. Devemos nos orgulhar, Dra. Fatima, não só da nossa maioria expressa em votos, e, sim, a nossa gestão não está inserida neste contexto indecoroso. Não se envergonhe de andar de cabeça erguida.

Nessa oportunidade, reafirmo enfaticamente, que continuarei colaborando com o bem estar político, social e ético. Conheço em profundidade todos os problemas da minha terra. Nunca é demais professar que permanecerei com a mesma seriedade, sem usar ingerência e sem intromissão. Também repito que nunca foi do meu feitio ameaçar ou desafiar lideranças. Isso é exatamente embasado na experiência dos meus quarenta anos de vida pública, quando me reporto que o vento traz e o vento leva, o vento leva e o vento traz. Quero, com muita humildade, dizer-lhes, neste instante, invocando Deus e os homens e as mulheres de bem da minha terra, que em qualquer momento que necessitar da minha participação, estarei apto para contribuir e proporcionar o melhor para o meu povo. E isso procurei fazer!

Esse é um juramento fundamentado numa grande lição de um pensador que diz: “…o ego inflamado é demasiadamente penoso. Então, para evitar, é ideal ouvir aos moucos, escutar os sons mais sutis e saber ouvir o silêncio”. Esse é o caminho que trilho para errar menos. É muito importante também dialogar com todos os seguimentos, ter a capacidade de discernimento para com sabedoria distinguir o bem do mal e pensar no amanhã que se avizinha já que tudo é efêmero.

Temos, portanto, de ficarmos impregnados, imbuídos desses sentimentos e desses propósitos porque esse não é um poder infinito.  E o “Eclesiastes” diz que tudo tem a hora. Lembro que esse brilho é raro eternizar-se e mais difícil é ficar reluzente para sempre. Em geral ofusca-se, vai  esmaecendo inexoravelmente ou de modo     abrupto,   de chofre, desaparece. E o que resta são lembranças, são saudades, às vezes lágrimas correndo no rosto solitário e o desejo de voltar impedido pelo descrédito do povo.

E para refrescar a memória, considero necessário e oportuno reportar alguns fatos, algumas historias da vida política, pertinentes aos homens que exercem, que se dedicam a essa atividade prazerosa e alucinante para uns e sacrificante e desastrosa para outros. Basta lembrar que na vida pública se encontram muitas coisas pitorescas. Às vezes agressivas, outras maliciosas, algumas insidiosas, indecentes, indelicadas, mal educadas, sem primazias, despidas de elegância, de esmeros e também outras recheadas de alfinetadas sutis e virulentas. São essenciais à vida pública? E os mexericos?  Muito bem desempenhados pelos fofoqueiros. É uma peça indispensável neste contexto? Os fofoqueiros não medem as conseqüências. Adoram o absurdo, as picuinhas e o desequilíbrio da harmonia social. Tentam tirar o brilho dessa união saudável para Ouro Branco onde se preserva até hoje o consenso. Numa sociedade simples a opinião pública forma-se através de conversas.

Tenho uma vida profissional e pública totalmente dedicada a minha terra. São muitos e muitos anos de pastoreio sem férias. E aqui me encontro estigmatizado pelo meu trabalho contínuo, ininterrupto, atendendo pessoas, sem discriminação, reconhecidos por uns ou não compreendido por alguns, curando doenças, selando diagnósticos precisos, aliviando dores, prorrogando ou salvando vidas nos momentos de aflição e de agonia. Sou uma sentinela permanente. Esse é o refrão de uma canção popular que muito me emocionou. Mas no coração do povo da minha terra já tem gravado a frase: a dor não cor e nem tem partido. Mas qual o filho desta terra que não passou por essas mãos nestes quarenta anos do meu abnegado serviço? Unicamente fazendo o bem. Quem mais se prestou um majestoso serviço dessa envergadura? Mas não foi somente esse legado que deixo ao município.

São inúmeros e todos de grandiosos alcances sociais. Em 01 de janeiro de 1993, deixei nos cofres da Prefeitura a importância de Cr$ 136.102.885,47 (cento e trinta e seis milhões, cento e dois mil, oitocentos e oitenta e cinco cruzeiros e quarenta e sete centavos), conforme documentos oficiais. Pretendia construir três açudes no município, inclusive o Açude Esguicho, vinte poços amazonas, casas populares, remanejamento no orçamento para construção  da passagem molhada no Rio Quipauá, mas infelizmente fui impedido por denuncia vazia, feita na Câmara Municipal, na sessão de 02 de setembro de 1991, conforme “Comunicado” lido e me denunciando ao Ministério da Ação Social, sendo conseqüentemente estendido  aos Tribunais de Conta da União e do Estado. Recebi, com muita honra, após dois anos engessado sem poder realizar nada, aprovação dos referidos Tribunais. Tem ainda dois fatos importantíssimos para vida do município que ficaram esquecidos. Ninguém fala. Vou lembrá-los.

Primeiro foi eu ter conseguido através do Secretário de Justiça do Governo Geraldo Melo, o Sr. Wanderley Mariz, elevar Ouro Branco, de Termo Judiciário para Comarca,  e, até hoje, não foi implantada a lei, segundo documento em anexo. Possivelmente em decorrência de forças ocultas,  a exemplo da instalação da primeira feira-livre e a criação do município, inúmeras vezes obstacularizadas.

A outra, foi eu ter evitado que o Açude Esguicho fosse desmoronado, em 04/01/2004, em decorrência de um fatídico  transbordamento, cujo sinal de alarme foi dado por mim numa entrevista na Rádio Rural de Caicó, no programa de Djalma Mota, em 26 de janeiro de 2004. Eu advertia que a parede do açude se encontrava desnivelada, com uma diferença entre as ombreiras  de 1,80 metros,   o sangradouro não tinha profundidade e nem largura suficientes para dar passagem as águas do rio “Barra Nova”. Em síntese, a construção do açude não se encontrava dentro dos padrões técnicos,  totalmente irregular e desviada do projeto original. Foi salvo pela construção emergencial do sangradouro acessório.  Há quem diga que foi um dos maiores legados da minha vida pública.

Digo a todos que ainda não cansei. Também por estar próximo da longevidade, mas ainda sinto-me fortalecido, não tenho programação para deixar a vida pública, a não ser que o povo me abandone e não reconheça a minha luta.  Mas também enfatizo que não estarei para provocar e nem criar desafetos. É normal líder divergir, descordar e não ficar silente ou cabisbaixo ou aceitar o contraditório. Deplorável é não ter posição definida e trair os princípios éticos.

Já sinto aquela confiança esboçada na face dos conterrâneos.  E a juventude de mente sadia vai um dia reconhecer a minha história muitas vezes esquecida ou destorcida pela maldade. Somente o tempo é o referencial e o testemunho de minha inigualável qualidade que impecavelmente estigmatizam meu amor, minha dedicação, minha lealdade por esta terra e por este povo.  Indiscutivelmente, a historia será o grande tribunal para julgar a minha vida, a sua vida e finalmente, a vida de todos nós.  E, conseqüentemente, a partir dos fatos históricos, valores que são eternos e significativos, contribuirão para a formação de um povo.

Meus cabelos grisalhos mostram não somente a minha dignidade mais me outorga o livre arbítrio de poder penetrar em quase todos os lares ourobranquenses.  Enfatizo, aqui sinto-me como se fosse o céu. Adoro possuir uma residência na aba da Serra do Poção. E é lá que aflora incessantemente na lembrança as vivas imagens da felicidade. Primeiro porque me preparo para viver mais por ficar sempre assuntando o horizonte trazendo aquela paz interior nutrida na contemplação da beleza.  E depois, a natureza em suas inspirações mais límpidas e amáveis, me ébria e se torna salutar, “ouvindo o latido de algum cão insone, do mugido solente do gado à espera da cantiga do galo e da ordenha de todas as manhãs, como também o cântico monocórdio, o coachar, mais abençoado da saparia que abraças se multiplicam; do pio lúgubre, trêmulo do frio da tresmalhada coruja molhada da chuva.

Recordo-me do silencio dos descampados de onde vem o marulhar das marolas naquelas noites serenas; dos cardumes de peixe comendo e vadeando nas águas ribeirinhas dos córregos e riachos dos açudes de onde suas represas esgueiram-se em margens contorcidas após uma noite de invernada; das nuvens de marrecas rasgando o céu e das nuvens de chuva com seus desenhos cheios de silhuetas inimitáveis; lembro também das garças branco-noivo fazendo a alvura da solidão; do mergulhão fazendo espetáculo nos céus riscando em rasantes vôos o espelho das águas à procura de suas presas”; da revoada das aves de arribaçãs atormentadas pelo medo da captura; da bebida das asas brancas e juritis que procurando bebedouro são perseguidas e cruelmente dizimadas; do canto encantador da passarinhada ao quebrar da barra.   Enfim, concluo confessando-lhes com lisura e com ternura: “Não posso te dar a Serra do Poção. Mas posso molhar tuas mãos com lágrimas que umedecem as rosas que cobrem minha alma”. Felicidades para todos.

Discurso proferido no dia   01/01/2017 por Dr. Araújo.

ANTIGO MERCADO PÚBLICO

O antigo mercado público de Ouro Branco foi construído no final da década de 1920, na gestão do então prefeito de Jardim do Seridó, Dr. Heráclio Pires Fernandes. Funcionou até os primeiros anos da década de 1960 quando foi demolido. No local foi construída a praça Aluízio Alves.
Os primeiros comerciantes do antigo mercado público foram os seguintes: do lado sul (em frente à casa de Pedro Bitico), Solon Cirilo de Azevedo, Severino Lourenço, João de Quilidona e Pedro Galvão, do lado norte (em frente à bodega de Nailton Medeiros), ficavam os comércios de Manoel Frederico, Chico Zuza (bodega e armazém) e Zé Cariri. Todos os comércios eram bodegas, exceto o comércio de Pedro Galvão que vendia tecidos.
O atual mercado público começou a ser construído no ano de 1958, na gestão de Manoel Nogueira do Nascimento.

FONTE: LIVRO “OURO BRANCO: DE 1722 A 1954”.