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DUAS MORTES EM OURO BRANCO NA NOITE DE SÃO JOÃO

No ano de 1935, na noite de São João, acontecia um grande bailão na casa do velho Manoel Miranda, pai de Chico Miranda (in memorian). Chico Giróme, no dia do bailão, disse a Dona Teodora, mãe de Dona Inácia (esposa de Aprígio Nascimento), que tinha passado por uma fogueira e não viu a réstia dele. Antigamente as pessoas diziam que se uma pessoa olhasse numa bacia d`água ou passasse numa fogueira e não visse nem o seu rosto nem a sua réstia o mesmo não estaria mais vivo no próximo ano. Chico Giróme disse a Dona Teodora que iria ao bailão na casa do velho Manoel Miranda, a mesma pressentindo algo, lhe falou para não ir. Mas Chico Giróme foi para o bailão.

O bailão estava lotado, a festa era muito grande, só que houve um desentendimento entre Chico Giróme e alguns do presente, sendo que num quarto da casa, alguns homens encurralaram Chico Giróme, primeiro o desarmando e logo em seguida o esfaquearam. Chico Giróme ainda gritou:

– Me acuda Mané!

Mané (Manoel de Bezinha) era o irmão dele que estava também no bailão. Adentrando na casa, Manoel de Bezinha logo se deparou com um brejeiro de nome Aldilon, ele era natural do brejo paraibano e ia saindo do quarto onde acabara de esfaquear Chico Giróme, dizendo a seguinte frase:

– Tirei a fera do pasto!

Manoel de Bezinha não pensou duas vezes, puxou o punhal da cintura e o apunhalou na barriga. Os dois ficaram a noite toda lado a lado na casa de Manoel Miranda sendo que Aldilon morreu logo, já Chico Giróme somente morreu no dia seguinte às oito horas da manhã.

FONTE: LIVRO “OURO BRANCO: DE 1722 A 1954”.

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