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PEDRA LAVRADA PRECISA DA PROTEÇÃO DE SÃO JOSÉ E DO ESPÍRITO SANTO

As Câmaras Municipais de Ouro Branco e São José do Sabugi precisam discutir problemas mais sérios do que os de limites ou propriedades de sítios arqueológicos. Disputar a propriedade do sítio Pedra Lavrada é uma questão já morta no nascimento. Quipauá observa que benefício nenhum traz a qualquer dos municípios, mesmo porque é uma área privada e, considerando que o dono interesse explorar turisticamente o sítio arqueológico, Ouro Branco não teria como tributar o serviço, por não constar no código, assim como São José do Sabugi não tributaria também, por não englobar o território.

Neste sentido, Quipauá divulga um importante estudo publicado pelo Geólogo manairama Arnóbio Souza e pela Geógrafa manairama Mycarla Lucena, analisando as características da geodiversidade e observando as potencialidades para o geoturismo e geoconservação do sítio Pedra Lavrada. O artigo avalia justamente que é possível promover a valorização e conservação do lugar, possibilitando o uso geoturístico, científico e educacional.

Imagem da publicação “Terra – paisagens, solos, biodiversidade e os desafios para um bom viver”

A discussão maior acerca de Pedra Lavrada, que se encontra dentro do território de Ouro Branco, mas pertence à União, deve ser, portanto, no sentido de como preservar a área, melhorando a estrada que dá acesso ao local ou criando programas de promoção à conservação e o desenvolvimento sustentável, econômico, social e cultural das comunidades locais, como foi proposto pelos estudiosos. O artigo de Arnóbio e Mycarla observa que o sítio apresenta vasta potencialidade para geoturismo, não só pelas curiosas pinturas rupestres, que possibilitam a valorização e conservação da geodiversidade e dos aspectos socioculturais, aludindo a necessidade de ações conservacionistas do patrimônio histórico, e cadastramento no banco de geossítios brasileiros.

O livro “Terra: paisagens, solos, biodiversidade e os desafios para um bom viver”, organizado por Giovanni Seabra, publicado pela editora mineira Barlavento em 2016, traz o capítulo “Caracterização da Geodiversidade de um Sítio Arqueológico: Potencialidades Para o Geoturismo e Geoconservação”, escrito por Arnóbio Silva de Souza, Mycarla Míria Araújo de Lucena e Marcos Antônio Leite do Nascimento. O trabalho foi apresentado no congresso “A Conferência da Terra“, no Chile. O capítulo pode ser acessado aqui.

Quipauá deixa o recado para os parlamentares se prontificarem a ações válidas de cooperação em torno de Pedra Lavrada, ao invés de conflito de propriedade.

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1 comment for “PEDRA LAVRADA PRECISA DA PROTEÇÃO DE SÃO JOSÉ E DO ESPÍRITO SANTO

  1. 28 de março de 2017 at 08:02

    De fato precisamos da ajuda de todos os santos até que aqueles que têm competência para agir façam algo em prol da conservação do local. Nós prezamos tanto por outras obras, talvez por serem estrangeiras, veja – resguardada as devidas proporções – quantos anos tem as pirâmides egípcias? 4 ou 5 mil anos? Esse sítio, pelo que já ouvi dizer, pode contar com o dobro disso. Algumas pessoas já estão mobilizadas, não podemos negar. Nem negar também o interesse dos políticos da cidade vizinha que reivindicam a territorialidade do sítio. Talvez se o sítio estivesse dentro do território daquele município tivesse sorte melhor, pois lá tem político interessado. Parabéns pela analogia do título e pelos esclarecimentos que tens trazido.

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