COMEÇANDO O DIA 358/2016

Estando na 52ª semana do ano de 2016, hoje é o 358º dia, no calendário gregoriano, com o ano sendo bissexto. O sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:11 da manhã. Nos últimos trinta anos, choveu 15 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi uma chuviscada de 19mm em 1989. Em 1986 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos, e em 2012 foi o dia de hoje mais quente. Hoje é considerado o dia do vizinho, portanto dê um alô ao seu morador ao lado. Também é o dia do atleta amador, e ficam de parabéns todos aqueles que dedicam um tempo de seu dia para ficar saudável através da prática de caminhada ou corrida, que faz bem ao corpo, à mente e à sociedade, pois tem menos a gastar com remédios. No dia de hoje o Banco Central do Brasil retirou de circulação as moedas de aço de R$ 1,00 (um real), que passou a não ter mais validade, embora ainda fosse possível encontrar algumas perdidas pelas calçadas de Ouro Branco, principalmente nos arredores do Mercado Público Prefeito Luiz Paulino. Pelo calendário santoral e no calendário Romano, hoje é o dia do presbítero São João Câncio.

‘FALHA’ EM MILAGRE EM NÁPOLES É VISTA COMO PRENÚNCIO DE GRANDES TRAGÉDIAS

NÁPOLES, 19 Dez. 16 / 03:30 pm (ACI).- No dia 16 de dezembro, o sangue de São Januário não se liquefez, como habitualmente acontece todos os anos em Nápoles, na Itália.

Segundo informa o jornal italiano ‘La Stampa’, o sangue custodiado em uma ampola em um relicário – que costuma se liquefazer no primeiro domingo de maio, no dia 19 de setembro, festa do santo, e no dia 16 de dezembro – não se liquefez como normalmente acontece nessas datas.

A razão da liquefação em 16 de dezembro é porque neste dia, em 1631, o santo conseguiu que a cidade não fosse afetada pela erupção do vulcão Vesúvio.

Quando o milagre da liquefação do sangue não ocorre, “sempre esteve ligado a momentos nefastos da história da cidade” como guerras, epidemias e terremotos, explica ‘La Stampa’.

Diante dessa situação, o abade da capela dos tesouros na Catedral de Nápoles, Mons. Vincenzo De Gregorio, exortou a “não pensar em calamidades ou desgraças. Nós somos homens de fé e devemos seguir rezando”.

O sangue seco de São Januário é preservado em duas ampolas de vidro e tradicionalmente se liquefaz três vezes por ano: o primeiro domingo de maio, 19 de setembro, a festa do Santo e 16 de dezembro. A Igreja diz que o milagre acontece graças à dedicação e orações dos fiéis.

O milagre consiste em que a massa de sangue seco vermelho, aderida a um dos lados da ampola, se converte em sangue completamente líquido após vários minutos, chegando a cobrir todo o vidro.

O processo de liquefação, às vezes, demora horas, até mesmo dias ou, em certas ocasiões, não acontece, como desta vez.

Em 21 de março de 2015, enquanto o Papa Francisco dava alguns conselhos aos religiosos, sacerdotes e seminaristas de Nápoles, também ocorreu o milagre de São Januário e o sangue se liquefez.

Antes dessa ocasião, a última vez em que o milagre havia ocorrido com um Pontífice tinha sido em 1848, com Pio IX. Não aconteceu quando João Paulo II e Bento XVI visitaram a cidade em outubro de 1979 e no mesmo mês de 2007, respectivamente.

Fonte: ACI digital

COMEÇANDO O DIA 357/2016

Estando na 52ª semana do ano de 2016, hoje é o 357º dia, no calendário gregoriano, porque o ano em que ainda estamos é bissexto. Hoje o sol nasceu no horizonte neste momento, às 05:10 da manhã. Em regiões tropicais, é o segundo dia do Verão, que se iniciou ontem, às 07:44 da manhã, mas pouco importa aos ourobranquenses, por estar o município localizado numa região equatorial. Nos últimos trinta anos, choveu 16 vezes no dia de hoje, sendo que a maior precipitação registrada foi um chuvisco de 8mm em 2008. Em 2000 foi o dia de hoje mais frio que já tivemos, e em 2012 foi o dia de hoje mais quente. Em 2003 foi publicada a Lei Federal nº 10.826, o Estatuto do Desarmamento, que resultou em referendo em outubro de 2005, conforme previa o artigo 35, e marcou um período de três anos seguidos com eleições em Ouro Branco. Pelo calendário hagiológico (o calendário santoral), o santo do dia de hoje é Francisca Xavier Cabrini, uma cidadã dos Estados Unidos que foi canonizada em 1946.

CAPELA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Com o crescimento populacional e, principalmente, econômico do povoado do Espírito Santo, começa a surgir a ideia da construção de uma igreja que representaria e expressaria no campo religioso, naquele momento, o que a feira já estava representando no campo econômico e social para o povoado. É bom informar que após analisarmos milhares de registros de casamentos e batizados desde 1856, quando foi criada a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, de Jardim do Seridó, constatamos que a maioria esmagadora da população das fazendas e sítios aqui de Ouro Branco, realizava seus casamentos e batizados nos oratórios particulares das próprias fazendas e sítios. Sendo o oratório da fazenda do Espírito Santo, que ficaria mais tarde conhecido como “Casa da Oração”, o mais conhecido e que desde 1800 já  realizava batizados e casamentos.

Casa sede do Espírito Santo – Casa da Oração

No ano de 1866 há um assentamento de casamento referindo-se ao “oratório público do Espírito Santo”, já não morava mais ninguém na casa sede, servindo somente a celebração de casamentos e batizados.

Em 1904 é celebrado o último casamento na Casa da Oração, sendo que depois de deixar de ser o lugar onde eram realizados casamentos, batizados e confissões, a Casa da Oração serviu novamente como morada no decorrer do século XX. É bom informar que a partir de 1908 os casamentos e batizados são realizados numa capela improvisada no local onde foi construído o cemitério. Abaixo, assentamento de batizado realizado na capela do Espírito Santo localizada no cemitério Público:

“Francisco, filho legitimo de Martinho Gomes Correia e de Luzia José de Medeiros, nasceu aos trinta de Março de mil nove centos e oito e foi por mim solemnimente baptizado na Capella do Espírito Santo, aos onze de Abril do dito anno, foram padrinhos: João Alves Correia e sua mulher Severina Lopes de Figuereido. De que para constar mandei fazer este assento, que asigno.

Conego Cavalcanti Pro- Parocho

Também existia os oratórios particulares do povoado, principalmente, o de Delmiro Monteiro.

Entretanto, era necessária a construção de uma capela a altura do progressista povoado para atender a demanda de casamentos e batizados do povoado, não somente das fazendas circunvizinhas, mas, principalmente, do crescente número de moradores da área urbana do povoado, além, é claro, da assistência espiritual que muito carecia os moradores.

Com a escolha do local já determinado, pois João Melchiades de Oliveira (avô de Tarcísio Melchiades, Terezinha e Zeca Olegário, entre outros), dono de terras no sítio Espírito Santo, doou o terreno para a construção da capela, o Monsenhor Francisco Severiano de Figueiredo então benzeu a pedra fundamental da futura capela do Divino Espírito Santo em 21 de dezembro de 1916, como consta no Livro de Tombo da Matriz do Divino Espírito Santo. No entanto, a construção somente começou em 1917, terminando também nesse mesmo ano. Foi um trabalho árduo e difícil, mas contou com a colaboração de todos os moradores do povoado (as mulheres e crianças carregavam a areia, barro e pedras em cuias de cabaça e esteiras de palha) que em trabalho de mutirão conseguiram concluir (levantaram as paredes e cobriram) a capela do Divino Espírito Santo.

O tenente Manoel Cirilo foi informado por Zuza Onofre (José Onofre de Lucena), pai de Chico Zuza, da existência de pés de brejuí, madeira muito resistente e comprida, na Serra do Tronco, pois Zuza Onofre, por causa da seca de 1915, passou uma temporada nessa região escapando gente e gado, e conhecia bem a área que informou ao tenente Manoel Cirilo. Tendo essa informação, tenente Manoel Cirilo coordenou os trabalhadores que ficaram encarregados de cortar a madeira para ser usada na cobertura da capela na Serra do Tronco – até hoje existe uma clareira na Serra do Tronco, que segundo os moradores mais velhos de uma localidade perto de lá, essa clareira fica no local onde a madeira para a cobertura da capela do Divino Espírito Santo foi retirada -, em Serra Negra do Norte.

O mais complicado foi trazer toda essa madeira em quinze carros de bois da Serra do Tronco até Ouro Branco. Foi uma verdadeira operação de guerra, mais que sob o comando do tenente Manoel Cirilo, tudo terminou dando certo. Quando chegaram aqui no povoado, os carros de boi foram enfeitados com tiras coloridas antes de entrarem no povoado com a madeira e houve muita festa com muitos foguetões explodindo no céu. É importante informar que a capela do Divino Espírito Santo não ficou totalmente pronta, porque somente no ano de 1929 aconteceu à caiação externa e interna das paredes, o frontispício foi feito juntamente com o patamar, o altar-mor, o coro, a calçada de ambos os lados e a troca das portas por outras melhores.

É bom informar que a festa do Divino Espírito Santo, padroeiro de Ouro Branco, já existe desde a fundação do povoado em 1905. A missa da festa era celebrada no dia de São Francisco. A festa social só foi implantada após a construção da capela em 1917, influenciada por alguns moradores do povoado, entre eles, Dedé Cirilo, filho do tenente Manoel Cirilo, que participaram de uma festa religiosa em Currais Novos e trouxeram a idéia para cá.

No dia quatro de novembro de 1924, o povoado de Ouro Branco recebe a visita pastoral do então Bispo de Natal, Dom José Pereira Alves.

No mês de junho de 1928, é fundado o centro de catecismo do povoado de Ouro Branco, ajudando assim na catequização dos moradores locais. Thomaz Medeiros e Olindina Dantas foram os primeiros coordenadores.

Com a visita do primeiro bispo diocesano de Caicó, Dom José de Medeiros Delgado, em 1946, ele já tinha visitado Ouro Branco em 1942, o mesmo ficou hospedado na casa de Delmiro Monteiro da Silva, tesoureiro da capela. Ele verificou que a vila já estava bastante crescida e a capela do Divino Espírito Santo teria que se modernizar para está à altura da vila, como também, ele percebeu que não demoraria muito para que a vila conseguisse sua emancipação política e administrativa, então ele teve a idéia (após conversar com alguns moradores) de construir a torre que começou a ser construída já no mesmo ano de 1946 sob a administração do Padre Aloísio Rocha Barreto (Delmiro Monteiro e outros moradores mais abastados doaram boa parte do dinheiro, também foram realizados leilões) e foi inaugurada em 12 de junho de 1947. Zé Izaías, naquele tempo era pedreiro, foi quem coordenou os trabalhos de execução da planta que foi elaborada pelo marceneiro caicoense Valeriano Morais. No dia da inauguração da torre, Dom José Delgado deu também a idéia da construção do mosaico que foi levado a cabo também pelo Padre Aloísio Rocha Barreto. A inauguração do mosaico aconteceu no ano de 1949 sendo que o primeiro caminhão com os mosaicos chegaram no mês de agosto de 1948. Ao todo foram usados 300 metros de mosaico comprados na empresa Justino e Cia, de Natal.

Dom José Delgado
Dom Adelino

Em 1957, já sob a administração de Padre Ernesto da Silva Espínola, porque o Padre Aloízio por motivos de saúde afastou-se em 1956, foi construído o forro de estuque da nave central da igreja. No ano de 1963 foi feito o forro das laterais da igreja e a limpeza da mesma.

Pe. Aloísio
Pe. Ernesto

Até o Concílio Vaticano II (1962-1965), todas as missas eram celebradas em latim, mas com as mudanças ocorridas decorrentes do mesmo concílio, as missas deixaram de ser celebradas em latim para serem rezadas na língua de cada país, como também, os padres que antes ficavam de costas para os fiéis passaram a celebrar as missas de frente para os mesmos, sendo necessário assim, a confecção dum altar de madeira em forma de mesa que foi feita em Jardim do Seridó pelo marceneiro Gelásio Cunha. Esse novo altar chegou a Ouro Branco no dia 25 de fevereiro de 1968.

Entre os anos de 1985 e 1986 houve mais uma reforma na igreja, sendo dessa vez construída a laje de concreto e a escada de cimento, antes eram de madeira, demoliram dois quartos que havia na igreja para criar mais espaço, amarração das paredes que estavam trincadas, abertura de portas nas laterais, onde antes eram as janelas, e a compra dum sacrário de metal em substituição ao de madeira.

Em 1995, o Padre Joaquim José de Oliveira fez também uma grande reforma, principalmente, no teto da igreja.

Em 18 de maio de 1997 foi criada a paróquia do Divino Espírito Santo, até então capela do Divino Espírito Santo pertencente à paróquia de Jardim do Seridó.

Capela do Divino Espírito Santo
(sem torre)
Capela do Divino Espírito Santo
(com torre)

FONTE: LIVRO “OURO BRANCO: DE 1722 A 1954”.