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OS VERDADEIROS PARTIDOS DE OURO BRANCO: TUBEIROS X FUSCÕES

O processo de reforma política que há nos parlamentos traz à tona algumas discussões sobre a importância (ou não) dos partidos políticos. Um dos principais problemas está na grande quantidade de partidos no Brasil, refletindo também na pluralidade partidária em Ouro Branco. Dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, 17 estão com suas comissões ou diretórios fincados em Ouro Branco. No legislativo temos representações de sete partidos.

Historicamente o cenário político de Ouro Branco foi dividido em dois lados, como ocorre na maioria das cidades. Nos idos de 1960, a polaridade política da cidade se firmou em torno de dois grupos, e nos idos de 1977 os grupos se denominaram os Tubeiros e os Fuscões. Fuscões, por conta dos bens que seu líder político tinha na época, e Tubeiros por causa dos modos que seu líder político adotava. Esse apelido político-partidário é inusitado e peculiar de nossa Ouro Branco. Noutras localidades os lados políticos vão de bicudos, bacuraus e araras. A tendência de polaridade traz alguns benefícios, no nosso entender, e como exemplos de bons resultados vemos a polaridade americana, que se institui formalmente em dois partidos, os democratas e os republicanos.

Nesse contexto político, somente Tubeiros ou Fuscões já estiveram à frente do comando da prefeitura em determinados períodos da nossa história. Em 1954 os Fuscões começaram a comandar através do mandato de José Isaias de Lucena, nomeado pelo governador do Estado, e assim permaneceram, através dos mandatos de Manoel Nogueira do Nascimento, Luís Paulino de Azevedo, Manoel Nogueira do Nascimento de novo, José Isaias de Lucena de novo e Manoel Nogueira do Nascimento, até o ano de 1976. Então, após a cisão, entre 1978 e 1992 os Tubeiros se oficializaram no comando através dos mandatos de Francisco Lucena de Araújo Filho, depois Manoel José de Freitas e novamente Francisco Lucena de Araújo Filho. Então, entre 1993 e 2012 os Fuscões retornaram ao comando através dos mandatos de Aluísio Nogueira do Nascimento, depois José Batista de Lucena, depois Nilton Medeiros.

Quipauá insiste que esses apelidos sejam mantidos pelos políticos municipais por conta do contextos históricos que representam e pelas ideologias que trazem.

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